Devido às chuvas, cratera se abre na zona Oeste de Natal e deixa grandes prejuízos a população.

As chuvas que caíram na noite de sexta-feira (1º) e na madrugada deste sábado (2) em Natal provocaram transtornos na zona Oeste da capital. Uma cratera se abriu na rua Mirassol, em Felipe Camarão, e a Defesa Civil teve que interditar duas casas localizadas próximas ao local, por risco de desabamento. Ninguém se feriu em razão da ocorrência. A Secretaria Municipal de segurança Pública e Defesa Social (Semdes) informou ter solicitado à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) a realização dos trabalhos para a recuperação da via, que deu início aos reparos no local na manhã deste sábado.
De acordo com a Defesa Civil, a cratera se formou por volta das 2h, na madrugada do sábado. Em um vídeo que circula nas redes sociais, moradores afirmam ter visto um raio tocando o solo e logo em seguida, o buraco na via teria surgido. A área, que segundo a Semdes, apresenta “risco iminente”, foi sinalizada pela Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) e estava isolada antes do início da manutenção, com bloqueio, inclusive, do acesso à rua por outras vias.

De sexta para sábado, Natal registrou 43,3 mm de chuvas, de acordo com informações da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn). As precipitações vieram acompanhadas de raios e trovões. Segundo o chefe de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot, a quantidade de chuvas observadas em Natal e Região Metropolitana, já é esperada para esta época do ano, ao contrário das descargas elétricas.

“A atmosfera está mais fria, mas acontece que o Oceano Atlântico está aquecido e liberando muita umidade. Isso favorece a formação de cúmulos-nimbos [nuvens que costumam trazer raios e tempestades]”, explica o mete-orologista. Para este final de semana, segundo ele, a expectativa é de que toda a região Leste do Estado intercale momentos entre pancadas de chuva e sol. As precipitações, classificadas como ‘acima do normal’, devem ser registradas na faixa litorânea até setembro.

“O Oceano Atlântico está quente, temos o fenômeno La Niña e a circulação do vento está normal. Quando o vento Leste bate aqui no litoral, nós temos essas condições de chuvas”, afirma Gilmar Bristot. Com a intensidade das chuvas maior que o de costume, a Secretaria Municipal de segurança Pública e Defesa Social de Natal afirma que tem intensificado o acompanhamento de regiões mais sensíveis da cidade, propícias a ocorrências. 

São nove áreas monitoradas pela Defesa Civil de Natal, pelo menos. A Secretaria informou que as áreas mais suscetíveis atualmente são as de encosta, como Mãe Luiza, Jacó e Passo da Pátria e com histórico de transbordamento alto em lagoas de captação, como Santarém, Soledade, Jardim Progresso, Panatis, São Conrado e Preá.

Segundo a Semdes, a Defesa Civil mantém uma equipe de plantão 24 horas para fazer o monitoramento e trabalho preventivo das áreas de risco. “A equipe acompanha as regiões mais sensíveis, principalmente quando há previsão de fortes chuvas. Nesses casos, o número de agentes ganha reforço, com equipes extras de sobreaviso para atender eventuais ocorrências mais graves”, afirmou a pasta. A população pode acionar a Defesa Civil por meio do número 190.

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