Para maioria dos brasileiros, Bolsonaro não combate corrupção e não sabe como conter inflação


Pontos eram considerados pelos seus eleitores como os principais atributos do atual governo.

Os resultados da mais nova pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira 9, revelam que a avaliação do presidente Jair Bolsonaro (PL) vai mal até mesmo em pontos que eram considerados pelos seus eleitores como os principais atributos de seu governo. Itens como combate à corrupção, redução da criminalidade e soluções para a economia registraram alta avaliação negativa no levantamento.

No quesito combate à corrupção, 6 em cada 10 eleitores (62%) dizem que Bolsonaro não faz um bom trabalho. Só 36% acham que a atuação do presidente neste sentido pode ser considerada positiva.

O resultado negativo se repete em outra das suas principais bandeiras eleitorais: redução da violência e da criminalidade. Ao todo, 61% dos brasileiros disseram que o ex-capitão não soube resolver o problema no Brasil. Já 35% disseram aprovar o trabalho de Bolsonaro neste item.

Na geração de empregos e no combate à pandemia de Covid-19, a reprovação ao atual governo cresce um pouco mais: 63% consideram o trabalho ruim no primeiro quesito e 65% reprovam a atuação do presidente para conter o vírus no Brasil. O País fechou 256 mil vagas formais em dezembro, de acordo com dados do Caged. Na pandemia, o Brasil voltou a superar mil óbitos diários por Covid-19.

Em todos os casos, no entanto, Bolsonaro se manteve distante do pior desempenho na pesquisa, registrado no tema combate à inflação. Neste aspecto, 80% dos brasileiros reprovam a atuação do ex-capitão para conter a alta no índice. O País fechou 2021 com 10,06% na inflação e foi a 3ª pior do G-20.


A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2 mil pessoas pessoalmente em todas as unidades da federação entre os dias 3 e 6 de fevereiro. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2 mil pessoas pessoalmente em todas as unidades da federação entre os dias 3 e 6 de fevereiro. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%.

A pesquisa também monitorou as intenções de voto para presidente e confirmou o favoritismo de Lula. Com 45% da preferência dos eleitores, o petista supera a soma de todos os adversários e pode vencer ainda no primeiro turno.

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