Entre doenças que podem ser prevenidas por vacina, covid-19 é a que mais matou crianças no RN

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No total, 51 crianças morrem por causa de doenças imunopreviníveis, que podem ser evitadas com a vacinação.

A Covid-19 é a doença que podem ser combatida com vacina que mais matou crianças no Rio Grande do Norte. Ao todo, 25 foram a óbito por causa do vírus. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap). O período das informações é de março de 2020, quando a pandemia do coronavírus começou, até o dia 14 de janeiro deste ano.

A meningite (viral e bacteriana) foi a segunda doença imunoprevinível que mais fez vítimas infantis. Segundo o relatório da Sesap, 19 crianças faleceram por tal razão. Outras três crianças morrem em virtude da tuberculose, mesma quantidade de óbitos causados pela Influenza. A varicela vitimou uma criança nesse período.

No total, 51 crianças morrem por causa de doenças imunopreviníveis, que podem ser evitadas com a vacinação, no estado potiguar.

Os dados da Sesap considera como criança pessoas entre 0 e 12 anos de idade.

Outras doenças, como sarampo, caxumba e HPV, não registraram óbitos.

Ao contrário das demais vacinas que há anos estavam incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), o imunizante pediátrico contra Covid-19 só foi disponibilizado pelo Ministério da Saúde neste mês. Em Natal, as crianças começaram a ser vacinadas na terça-feira (18).

Confira o relatório:

DOENÇAS IMUNOPREVINÍVEISóbitos no período
Sarampo0
Caxumba0
Rubéola0
Varicela1
Tuberculose3
Hepatite A e B0
Difteria0
Tétano0
Pólio0
Meningite (viral e bacteriana)19
Rotavírus0
Influenza3
HPV0
Febre amarela0
Covid-1925

Covid-19 matou 25 crianças no Rio Grande do Norte; 12 tinham menos de 4 anos

A Covid-19 matou 25 crianças no Rio Grande do Norte. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). Os óbitos compreende o período de março de 2020, quando a pandemia causada pelo coronavírus teve inicio, até a última sexta-feira (14).

O documento, que a reportagem do Agora RN teve acesso, mostra que a maioria das vítimas infantis tinham entre um e quatro anos. Ao todo, 11 crianças dessa faixa etária faleceram pela doença. Outras três tinham entre 10 e 14 anos.

Os dados revelam, ainda, que uma vítima tinha menos de um ano de idade. Outras 7 tinham entre 5 e 9 anos de idade.

Desde o inicio da pandemia, a Covid-19 matou 6.392 no estado potiguar até segunda-feira (17), de acordo com o Boletim Epidemiológico da Sesap. As crianças, portanto, correspondem 0,39% desses óbitos.

Fiocruz defende importância de vacinar crianças contra Covid-19

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou hoje (28) nota técnica em que defende a importância de vacinar crianças de 5 a 11 anos contra covid-19. A Fiocruz avaliou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou uma análise técnica rigorosa para autorizar a aplicação dos imunizantes em crianças dessa faixa etária e que a vacinação infantil já foi iniciada em outros países, sendo ferramenta fundamental no controle da pandemia.ebcebc

“Ainda que em proporções de agravamento e óbitos inferiores aos visualizados em adultos, as crianças também adoecem por covid-19, são veículos de transmissão do vírus e podem desenvolver formas graves e até evoluírem para o óbito”, diz a Fiocruz, que acrescenta que eventos adversos pós vacinação têm se mostrado raros e menos frequentes que as complicações e óbitos causados pela covid-19.

Os pesquisadores da fundação elencam que a vacinação de crianças vai reduzir formas graves e óbitos pela covid-19 nessa faixa etária, além colaborar potencialmente na redução das transmissões e ser uma das mais importantes estratégias para o retorno e manutenção segura das atividades escolares presenciais. A Fiocruz argumenta que a vacinação de crianças é uma “alternativa robusta” para garantir a continuidade do ensino presencial, o que permite a identificação e cuidado de alunos com diferentes vulnerabilidades, muitas acentuadas pela pandemia.

“Rotinas de convivência mais ampla e social das crianças, o que inclui a escolarização, são fundamentais para o seu crescimento e desenvolvimento. Neste sentido, apoiar a estruturação de políticas que propiciem a vacinação de crianças, em momento oportuno, conforme autorização e recomendações das agências regulatórias, pode contribuir para a manutenção de escolas abertas no ano de 2022, com redução da transmissibilidade do vírus e evitando o surgimento e circulação de novas variantes. Este panorama será fundamental para a garantia de saúde e segurança de todos os que convivem nas escolas, bem como para a proteção de pais, avós e responsáveis.”

A vacinação de menores de 12 anos já teve início em diversos países do mundo, como nos Estados Unidos, onde 5 milhões de crianças na faixa etária já foram imunizadas com a vacina da Pfizer, a mesma autorizada pela Anvisa há cerca de duas semanas. União Europeia, China, Chile, Bolívia e Cuba também já iniciaram a imunização de crianças menores de 12 anos.

“Diante da transmissão e avanço atual da variante Ômicron, existe uma preocupação aumentada com seu maior poder de transmissão, especialmente, nos indivíduos não vacinados. Isso torna as crianças abaixo de 12 anos um grande alvo dessa e possivelmente outras variantes de preocupação”, reforça a Fiocruz.

*Com informações da Agência Brasil

 

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