Trump diz ter tomado dose de reforço da vacina contra a Covid e é vaiado por apoiadores

 


Ex-presidente dos EUA repreendeu reações contrárias, reiterou ser contrário a obrigatoriedade da vacina, mas disse que sua administração teve papel fundamental no desenvolvimento do medicamento.

 Durante entrevista a um programa conservador, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou ter recebido a dose de reforço de imunizante contra a Covid-19. A fala foi feita no último domingo, 19, no programa History Tour, da Fox News, apresentado por Bill O’Reilly. Com informações do Estadão.

 Trump disse que não queria ouvir críticas sobre isso, mas sofreu reação negativa do público. Em resposta, o republicano apenas acenou com a mão: “Oh, não, não, não!”, repreendendo as manifestações.

 Trump ainda elogiou o papel da administração dele no desenvolvimento da vacina: “Acho que isso teria sido a gripe espanhola de 1917... Isso iria devastar o país, muito além do que está agora. Assumo crédito por isso”.

De acordo com o The New York Times, enquanto 91% dos democratas já estão vacinados, apenas 60% dos republicanos buscaram a imunização contra o novo coronavírus.

Atualmente, todos os estadunidenses maiores de 16 anos podem tomar vacinas de reforço desde que tenham recebido pelo menos uma dose do imunizante Johnson&Johnson ou duas doses da Moderna, ou ainda uma da Pfizer, que tenha sido aplicada há pelo menos seis meses.

A recomendação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) é para que todos os norte-americanos maiores de 18 anos recebem a dose de reforço.

O atual governo de Joe Biden e agências de saúde do país estão empenhados numa campanha de inventivo à vacinação para evitar uma nova onda da doença durante o inverno no país, principalmente levante em conta a proteção necessária contra a variante Ômicron do coronavírus.

Desde o início da pandemia, mais de 800 mil residentes nos EUA morreram em decorrência da pandemia. A vacina reduz a probabilidade de internação e de piora no quadro da doença.

Trump reiterou sua posição contrária à obrigatoriedade da vacina e disse aos apoiadores que duvidar da eficácia e da segurança dos imunizantes é “fazer o jogo certo”. “O que fizemos é histórico. Não deixe que eles levem isso embora”, disse.

Essa não foi a primeira vez que o ex-presidente foi rechaçado por ter se vacinado. O empresário já havia ouvido vaias em agosto, durante comício em Cullman, no Alabama, quando disse aos apoiadores que eles deveriam ser vacinados.

Trump e a esposa, Melania, contraíram o vírus em setembro de 2020, e o então presidente chegou a ser internado por três dias, com sintomas graves da doença. O ex-presidente já havia dito ter tomado a vacina em janeiro deste ano, antes de deixar o governo, mas não foi fotografado recebendo o imunizante.

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