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COVARDIA: Brasileira encontrada morta nos EUA foi abandonada no deserto por amigos de infância após passar mal

 Lenilda dos Santos, de 49 anos, morreu após atravessar a fronteira do México com EUA Foto: Reprodução

 
Leci Pereira, irmão de Lenilda dos Santos, conta que a tecnica de enfermagem foi abandonada no deserto por amigos de infância após passar mal e, com sede, não aguentou.
O irmão da brasileira de 50 anos encontrada morta nos EUA na quarta-feira criticou a conduta do grupo que atravessava com ela o deserto na região da fronteira com o México. Leci Pereira disse que foi crueldade abandoná-la, sem comida e água enquanto ela passava mal. Relatos indicam que ela tentou entrar no país com três amigos de infância, que a deixaram para trás, além da pessoa contratada para orientá-los ao longo do caminho. O corpo da técnica em enfermagem foi avistado pela patrulha norte-americana após dias de buscas. Ela estava numa área bastante quente e afastada da cidade mais próxima, chamada Deming. Lenilda deixa duas filhas.
— Não se faz isso nem com cachorro, como é modo de falar. Quero dizer, não se pode maltratar animais, então como que se larga um ser humano no deserto sem comida, sem água? — desabafou Leci. — Você não tem noção da dor que é isso. É muito difícil.
‘Foi construir outro tipo de sonho’
O irmão de Lenilda agora visa a chamar atenção para o caso como forma de alertar outras pessoas a não se arriscarem na travessia do deserto.
— No Brasil, está todo mundo chocado com essa história, e lá (nos EUA) também. Nós queremos que a história repercuta para que isso acabe. Nosso país tem que fazer algo para impedir que histórias assim se repitam. Ela foi construir outro tipo de sonho para ela, mas quero deixar um alerta para que outras pessoas não façam esse trajeto e que as autoridades (brasileiras) impeçam isso. Que nosso país seja melhor. O Brasil acabou.
Lenilda dos Santos, de 49 anos, morreu após atravessar a fronteira do México com EUA Foto: Reprodução
Ele contou que a irmã se separou do ex-marido há alguns meses e decidiu ir para os Estados Unidos.
— Ela sempre quis ir com os amigos — lembrou.
Lenilda teria começado o trajeto às 4h da segunda-feira, dia 6, acompanhada pelos três colegas e o “guia”. Leci disse que sua irmã costumava mandar notícias para a família por mensagens, compartilhando também sua localização, até que chegou um momento, na tarde do dia 7, que a sobrinha dele reparou, por meio de um aplicativo de rastreamento, que o celular de Lenilda não se deslocava mais. A partir de então, todos ficaram preocupados, pois ela também parou de responder.
— Até então nós não sabíamos que ela estava abandonada. Imaginávamos que estava com os companheiros — disse Leci.


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