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Por que o voto impresso será a alegria da milícia


PEC do voto impresso foi rejeitada pela comissão da Câmara por 23 votos a 11 na quinta-feira (5).

Rio de Janeiro, 2032. O voto impresso voltou a ser realidade no país. Estamos em Rio das Pedras, no estado do Rio, onde em instantes as urnas serão abertas e as cédulas, contabilizadas. Antes porém, vamos apresentar nossos personagens. Todos fictícios. O candidato a prefeito é o Queirozinho (repito, os personagens são 100% fictícios) que concorre pelo PPB (Partido Patriota do Bem) com o lema "Deus, Pátria, Família e Gatonet", afinal a gente não quer só comida, a gente quer diversão e arte. Para garantir a lisura da apuração, o partido de Queirozinho tem como fiscais da apuração Tião Tripa, Pão com Ovo, Meleca e Dedo Nervoso.

Rio das Pedras ainda é um bairro dominado pela milícia e o candidato Queirozinho vai vencer com 100% dos votos. "Ué?" , pergunta o leitor perplexo. "Como você sabe quem vai ganhar, se as urnas não foram abertas?". Desde que as urnas eletrônicas passaram a adotar o voto impresso como "auditagem", tornou-se possível saber com antecedência quem sairá vencedor em áreas do neocoronelismo, onde o crime organizado mantém o domínio territorial.

Aqui ficção e realidade começam a se misturar. O processo de apuração de cédulas impressas, seja na era do voto papel, seja como comprovante da urna eletrônica, é rigorosamente o mesmo.

Continue lendo a coluna mais abaixo e entenda os planos dos personagens fictícios para burlar o sistema eleitoral.

Veja aqui as últimas notícias sobre a proposta de voto impresso:


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