Header Ads Widget


 

Pedrinho Matador: O serial killer que matou ‘mais de cem’ e passou 42 anos na cadeia

 
Nesta semana, o nome do serial killer de 66 anos surgiu entre os assuntos mais comentados de redes sociais, depois que ele fez comentários, em seu canal no Youtube, sobre Lázaro Barbosa.
Pedro Rodrigues Filho tinha status de pessoa famosa na Penitenciária do Estado, em São Paulo. Condenado pelo assassinato de dezenas de pessoas, entre elas, o seu póprio pai, ele andava pelas galerias de celas ostentando, sem braço esquerdo, a tatuagem “Mato por prazer”. Não por menos, era chamado de Pedrinho Matador pelos detentos que o reverenciavam como maior homicida do sistema prisional, onde ele entrou em maio de 1973, quando tinha 19 anos, e só saiu em 2007. Em 2011, foi preso de novo, para ser libertado de vez em 2018. Nesta semana, o nome do serial killer de 66 anos surgiu entre os assuntos mais comentados de redes sociais, depois que ele fez comentários, em seu canal no Youtube, sobre Lázaro Barbosa, o suspeito de fazer uma chacina em Ceilândia, no Distrito Federal, que está sendo procurado há quase dez dias por cerca de 300 agentes numa força tarefa das polícias Civil, Militar e Federal. Pedrinho, que em seu perfil no Instagram se identifica, agora, como “ex-matador”, tinha o hábito de esfaquear com golpes no abdômen. De acordo com uma reportagem da revista “Época” publicada em 2003, boa parte dos seus crimes foram cometidos depois da prisão. Ele havia matado outros detentos no refeitório da penitenciária, na cela, no pátio e até dentro de um camburão da polícia. Confessou, diante de um juiz, ter eliminado um interno só porque ‘não ia com a cara dele’. Também matou um colega de cela alegando que o indivíduo “roncava demais”. Rodrigues Filho nasceu em 29 de outubro de 1954, numa fazenda em Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, com o ferido, resultado de chutes que o pai desferira na barriga da mãe durante uma briga. Em entrevista à “Época” (leia abaixo), Pedrinho contou que gozo vontade de matar pela primeira vez aos 13 anos de idade. Numa briga com um primo mais velho, empurrou o rapaz sobre uma prensa de moer cana-de-açúcar. O parente não morreu por pouco. O assassino nunca foi à escola. Cometeu seu primeiro homicídio aos 14 anos, quando o pai foi demitido do cargo de vigia de um colégio municipal, acusado de roubar merenda. Pedrinho matou a tiros o vice-prefeito da cidade, que havia ordenado a demissão, e, depois, tirou a vida de outro vigia, que ele supunha ser o verdadeiro ladrão. Fugiu para Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde moravam seus padrinhos. Conheceu a viúva de um líder do tráfico, apelidada de Botinha, e foi viver com ela. Assumir as tarefas do falecido e decidir eliminar rivais, matando três ex-comparsas. Morou lá até que a botinha foi executada pela polícia. Pedrinho escapou, mas continuou no tráfico. Arregimentou soldados e monte o próprio ‘negócio “. Foi quando encontrou Maria Aparecida Olímpia, cujo nome Pedrinho tatuou no braço, perto da inscrição “Sou capaz de matar por amor”. Ela engravidou, mas não chegou a ter o bebê. Certo dia, ao entrar em casa, Pedrinho encontrou-a morta a tiros. Em busca de vingança, matou e torturou várias pessoas, tentando descobrir os responsáveis. Não conseguiu, até que o mandante, um antigo rival, foi delatado por uma ex-mulher. Pedrinho e quatro amigos o desgaste durante uma festa de casamento. Deixaram um rastro de sete mortos e 16 feridos. Aos 18 anos, Pedrinho foi preso, denunciado pelo pai de uma namorada. Ele contato perdeu com sua quadrilha e aprendeu a ler e escrever. Mas contínuo cometendo assassinatos em série na cadeia. Pedrinho é o que muitos especialistas definiriam como psicopata, alguém sem compaixão, que não sente remorso nenhum por tirar a vida de um outro ser humano. Um laudo pericial de 1982, feito por dois psiquiatras, diz que sua maior motivação era ‘uma afirmação violenta do próprio eu’. Ele foi diagnosticado com ‘caráter paranóide e anti-socialidade’. Quando Pedrinho foi para trás das notas, em 1973, o carro do ano era o Ford Maverick, precisava-se de telefonista para fazer um interurbano, e o Brasil vivia o período mais duro da ditadura militar, sob a presidência do general Médílio Garrastazuici. Ao longo de décadas na cadeia, o matador escapou diversas vezes de se tornar vítima de seu crime predileto. Certa vez, online sobre uma emboscada, comprou uma faca de um carceireiro. Quando foi atacado por cinco detentos no pátio, conseguiu matar três deles. Os outros dois fugiram assustados. O criminoso se gabava de ter cometido muito mais mortes do que dizem os registros oficiais. À revista “Época”, ele disse foram mais de cem. Contou, mostrando orgulho, de quando assassou o pai, depois que o progenitor matara a sua mãe, desconfiado de uma traição. Segundo esta versão macabra do próprio Pedrinho, ele rasgou o peito do pai a facadas e comeu um pedaço de seu coração. Porém, em depoimento anterior a um psiquiatra, ele havia dito que o pai fora morto por familiares de uma amante. Assim como este, vários relatos do serial killer têm contradições. Diferentes reportagens dão conta de que Pedrinho foi condenado a 400 anos de cadeia por 71 homicídios. Segundo o texto da revista “Época” que embasa este post, só havia registros de 18 processos contra o serial killer. Ao ser confrontado com esse número, o próprio assassino se surpreendeu (“Só isso?”, Ele disse). De acordo com um pesquisador ouvido pela publicação, os anos 70 são como um buraco negro para registros penitenciários no Brasil. Muita documentos foi perdida numa época de desmandos em que os tribunais não eram informatizados. Ao longo de sua vida no sistema prisional, Pedrinho foi transferido diversas vezes, cumprindo pena em ao menos nove instituições diferentes. Pela lei brasileira, nenhum detento, por mais crimes que cometido, pode ficar na cadeia durante mais de 30 anos. Assim, o assassino deveria ter sido libertado em 2003, mas, devido aos delitos cometidos enquanto esteve encarceirado, sua permanência atrás das notas foi esticada até 2007, quando foi solto pela primeira vez. Em 2011, foi preso de novo, devido a novas condenações por crimes cometidos na cadeia.

Postar um comentário

0 Comentários