Caminhoneiros se mobilizam para greve nesta segunda-feira; RN também deve aderir.

A mobilização nacional dos caminhoneiros, prevista para acontecer na próxima segunda-feira, 1º de fevereiro, também deve ter adesão no Rio Grande do Norte. O representante da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, informou que a categoria dos caminhoneiros está mobilizada em todo o país e, certamente, também no estado potiguar. Em entrevista ao Agora RN, José Roberto avaliou o cenário de preparação para a paralisação no país, que espera ter a adesão de cerca de 200 mil trabalhadores ao todo. Segundo ele, os grevistas estão mais cautelosos quanto a divulgação dos atos, por conta de possíveis represálias. Em relação às promessas feitas pelo governo federal para tentar frear a greve, ele afirmou que o setor exige atitudes efetivas. ”Promessas temos desde 2018 e elas não enchem barriga. O que enche barriga é comida na mesa, é combustível com preço justo, é ter o trabalho valorizado. Queremos ações concretas”, reforçou. Recentemente, o presidente da República Jair Bolsonaro fez um apelo aos caminhoneiros para que desistam da paralisação. Bolsonaro afirmou que tinha a intenção de reduzir tributos sobre o diesel, também disse que o governo deve zerar a tarifa de importação de pneus. Por fim, incluiu a categoria de caminhoneiros na lista do grupo de prioridades para o recebimento das vacinas contra a Covid-19. Em contraposição, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN) decidiu não apoiar com atos ou greves a mobilização, mesmo com a adesão nacional anunciada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), representante dos sindicatos da categoria, por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. No entanto, o sindicato afirmou que a paralisação está no radar da categoria e que a não adesão à greve neste momento não significa dizer que os trabalhadores do setor estejam satisfeitos atualmente. “Os trabalhadores desejam parar. E o sindicato também tem esse mesmo desejo, tanto o nacional quanto o estadual. Mas a gente precisa realmente ter cautela nesse momento em razão da saúde, estamos preocupados com o cenário pandêmico ainda no estado, animar uma situação de aglomeração de pessoas agora seria contraditório para nós”, afirmou o Sindipetro-RN à reportagem. Para o coordenador geral do sindicato, Ivis Corsino, o aumento dos preços dos combustíveis – principal pauta motivadora da paralisação – é válido e interessa diretamente também aos petroleiros, como cidadãos consumidores e como trabalhadores da Petrobras, que, segundo Ivis, vem tendo uma política de desvalorização da atividade industrial nacional. “As refinarias têm reduzido as cargas de processamento e em razão disso, a gente tem: redução dos postos de trabalho, modificação nos regimes de trabalho, demissões e ociosidade. E tudo isso, por consequência, gera uma valorização da importação. Para que seja realmente viável a importação, a gente tem que ter o preço da comercialização dos combustíveis e derivados à níveis de preços internacionais. Então os trabalhadores, em sua esmagadora maioria, eu diria que 99% tem uma opinião radicalmente contra essa política de preço, porque isso tem causado diretamente um impacto. Quanto maior o preço da paridade internacional, menor é a atividade industrial nacional”, explicou ele. Caminhoneiros pedem redução no preço da gasolina O movimento de paralisação deve acontecer na segunda-feira, 1º, e é liderado pela Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB) e pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). Em ofício enviado para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quinta 28, as entidades afirmam que irão suspender as atividades dos trabalhadores autônomos e empregados em transporte rodoviário de cargas no país, de forma coletiva, temporária, pacífica e parcial, caso o governo federal não atenda às demandas da categoria. Entre os pedidos dos caminhoneiros estão a redução de reajuste no preço da gasolina, uma aposentadoria especial para o setor, o piso mínimo estabelecido para frete e uma fiscalização mais atuante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Alta do diesel Em maio de 2018, caminhoneiros de todo o Brasil convocaram uma greve diante do descontentamento com a alta dos preços do diesel promovida pela Petrobras. A paralisação durou cerca de dez dias e chegou a prejudicar o abastecimento em várias cidades. Contudo, hoje o setor tem representatividade fragmentada, dividida entre diversas entidades. Essa comunicação difusa pode refrear a articulação e a organização logística necessárias para uma paralisação generalizada.

A mobilização nacional dos caminhoneiros, prevista para acontecer na próxima segunda-feira, 1º de fevereiro, também deve ter adesão no Rio Grande do Norte. O representante da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, informou que a categoria dos caminhoneiros está mobilizada em todo o país e, certamente, também no estado potiguar. Em entrevista ao Agora RN, José Roberto avaliou o cenário de preparação para a paralisação no país, que espera ter a adesão de cerca de 200 mil trabalhadores ao todo. Segundo ele, os grevistas estão mais cautelosos quanto a divulgação dos atos, por conta de possíveis represálias. Em relação às promessas feitas pelo governo federal para tentar frear a greve, ele afirmou que o setor exige atitudes efetivas. ”Promessas temos desde 2018 e elas não enchem barriga. O que enche barriga é comida na mesa, é combustível com preço justo, é ter o trabalho valorizado. Queremos ações concretas”, reforçou. Recentemente, o presidente da República Jair Bolsonaro fez um apelo aos caminhoneiros para que desistam da paralisação. Bolsonaro afirmou que tinha a intenção de reduzir tributos sobre o diesel, também disse que o governo deve zerar a tarifa de importação de pneus. Por fim, incluiu a categoria de caminhoneiros na lista do grupo de prioridades para o recebimento das vacinas contra a Covid-19. Em contraposição, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN) decidiu não apoiar com atos ou greves a mobilização, mesmo com a adesão nacional anunciada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), representante dos sindicatos da categoria, por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. No entanto, o sindicato afirmou que a paralisação está no radar da categoria e que a não adesão à greve neste momento não significa dizer que os trabalhadores do setor estejam satisfeitos atualmente. “Os trabalhadores desejam parar. E o sindicato também tem esse mesmo desejo, tanto o nacional quanto o estadual. Mas a gente precisa realmente ter cautela nesse momento em razão da saúde, estamos preocupados com o cenário pandêmico ainda no estado, animar uma situação de aglomeração de pessoas agora seria contraditório para nós”, afirmou o Sindipetro-RN à reportagem. Para o coordenador geral do sindicato, Ivis Corsino, o aumento dos preços dos combustíveis – principal pauta motivadora da paralisação – é válido e interessa diretamente também aos petroleiros, como cidadãos consumidores e como trabalhadores da Petrobras, que, segundo Ivis, vem tendo uma política de desvalorização da atividade industrial nacional. “As refinarias têm reduzido as cargas de processamento e em razão disso, a gente tem: redução dos postos de trabalho, modificação nos regimes de trabalho, demissões e ociosidade. E tudo isso, por consequência, gera uma valorização da importação. Para que seja realmente viável a importação, a gente tem que ter o preço da comercialização dos combustíveis e derivados à níveis de preços internacionais. Então os trabalhadores, em sua esmagadora maioria, eu diria que 99% tem uma opinião radicalmente contra essa política de preço, porque isso tem causado diretamente um impacto. Quanto maior o preço da paridade internacional, menor é a atividade industrial nacional”, explicou ele. Caminhoneiros pedem redução no preço da gasolina O movimento de paralisação deve acontecer na segunda-feira, 1º, e é liderado pela Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB) e pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC). Em ofício enviado para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nesta quinta 28, as entidades afirmam que irão suspender as atividades dos trabalhadores autônomos e empregados em transporte rodoviário de cargas no país, de forma coletiva, temporária, pacífica e parcial, caso o governo federal não atenda às demandas da categoria. Entre os pedidos dos caminhoneiros estão a redução de reajuste no preço da gasolina, uma aposentadoria especial para o setor, o piso mínimo estabelecido para frete e uma fiscalização mais atuante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Alta do diesel Em maio de 2018, caminhoneiros de todo o Brasil convocaram uma greve diante do descontentamento com a alta dos preços do diesel promovida pela Petrobras. A paralisação durou cerca de dez dias e chegou a prejudicar o abastecimento em várias cidades. Contudo, hoje o setor tem representatividade fragmentada, dividida entre diversas entidades. Essa comunicação difusa pode refrear a articulação e a organização logística necessárias para uma paralisação generalizada.

Agora RN

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