Show no céu: eclipse solar poderá ser visto no Brasil em 14 de dezembro


Antes do início da imunização em massa, o país já havia aplicado a Sputnik V a mais de 100.000 pessoas, de acordo com o ministro da Saúde, Mikhail Murashko. De acordo com o governo, a vacina será disponibilizada sem custo para toda a população, mas não há prazo para que isso aconteça.

A vacina russa, contudo, não está disponível para pessoas com doenças crônicas, mulheres grávidas ou que estão amamentando. Ao contrário do Reino Unido, que deve começar sua própria campanha nesta semana, o país não está vacinando pessoas com mais de 60 anos, devido à falta de dados dos testes clínicos.

A Sputnik V ainda está passando pela Fase 3, última etapa dos testes em humanos, envolvendo cerca de 40.000 voluntários. Pelo menos 20.000 deles já receberam duas injeções, mas esse número inclui o grupo de controle que recebeu o placebo. Os desenvolvedores da candidata disseram que ela tem 95% de eficácia, número próximo ao da Pfizer e da farmacêutica americana Moderna sobre suas vacinas.

Os efeitos colaterais relatados pelos participantes do estudo até agora incluem febres leves, dores de cabeça e dores musculares, em cerca de 15% das pessoas. Os resultados são semelhantes aos das principais farmacêuticas ocidentais.

Moscou, com cerca de 13 milhões de habitantes, foi o epicentro da pandemia de coronavírus na Rússia. A cidade tem relatado entre 7.000 e 8.000 casos diários todos os dias, bem acima dos registros de cerca de 700 no início de setembro.

A capital russa teve um lockdown duro no início da pandemia, fechando todos os estabelecimentos e locais públicos no final de março, mas amenizou as restrições em junho. Depois do aumento de casos, em outubro, algumas regras, como o ensino à distância para alunos do Ensino Médio e limite aos escritórios de 30% da capacidade, as medidas foram reintroduzidas.

O país registrou 28.700 novas infecções no domingo 6, uma das maiores taxas diárias, elevando o total nacional para 2.466.961, o quarto maior do mundo.

Ainda segundo Roberto, “quanto mais ao sul, melhor” para ver o eclipse em terras brasileiras, sendo que o Rio Grande do Sul terá 60% do disco solar coberto pela Lua, São Paulo pouco menos de 50% e o Rio de Janeiro cerca de 40%. As regiões Norte e Nordeste não poderão ver o eclipse.  O eclipse solar total só ocorrerá em uma pequena faixa que corta o sul do Chile e o sul da Argentina. 

É importante lembrar que não devemos observar o Sol com binóculos, telescópio ou qualquer outro instrumento de aumento que não seja equipado com filtros. “Não observar essa regra pode resultar em lesões permanentes na retina”, alertou o professor.

Anualmente, acontecem entre dois e sete eclipses solares e/ou lunares na Terra. Em dezembro de 2019, um outro eclipse parcial também foi visto no Brasil. 

De acordo com Roberto, os eclipses ocorrem em “famílias” chamadas de “Saros”, e várias dessas “famílias” acontecem simultaneamente. 

Mas, não pense que você poderá ver um eclipse a todo instante. Para o fenômeno se reproduzir no mesmo lugar da Terra leva cerca de 54 anos. 

O fenômeno é bem popular para a Nasa, que disponibiliza um catálogo de eclipses desde 3.999 A.C. até o ano 6.000, ou seja, um intervalo de 10 milênios.  

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